Bate e Volta: Conheça o Vale do Loire

Recentemente, fizemos um ótimo bate e volta para quem está hospedado em Paris. É o passeio pelo Vale do Loire.

Com vários castelos e uma paisagem deslumbrante, a região é perfeita para fãs de História, ciclistas, casais apaixonados e para todos que gostam de dar uma volta ao ar livre.

Entre as principais cidades do Vale do Loire estão: Orléans, Blois, Amboise, Tours e Angers e os castelos e palácios se espalham por toda região. Não há uma lista oficial definindo qual construção pertence ou não ao Vale. Os chamados “Châteux de la Loire” são uma espécie de selo para promover o turismo local. De toda forma, os castelos de Amboise, Chambord, Blois e Chenonceau são os mais visitados.

Muitos turistas preferem fazer o passeio de bicicleta, com uma dessas cidades servindo de base. Outra opção, um pouco mais cara, é fazer o bate e vota de trem. O problema é que o deslocamento fica prejudicado e você vai gastar com várias passagens de trem e de ônibus.

A melhor opção, portanto, é alugar um carro e foi isso que fizemos em um fim de semana de maio.

Primeira parada: Chambord

vale do loire chambord
A viagem é curta, 180 km separam o castelo de cidade de Paris. O acesso é fácil pelas estradas A10 (saída Mer ou Blois), A85 (saída Selles-sur-Cher) ou A71 (saída Lamotte-Beuvron).

O castelo é lindo e os jardins em volta deixam a paisagem ainda mais bonita. Típico exemplo da arquitetura renascentista e com inspiração gótica, sua construção começou em 1519. Por estar cercado por uma floresta, serviu como pavilhão de caça para muitos reis e rainhas desde sua construção.

vale do loire escada
Do lado de dentro, o que chama a atenção é a escadaria em dupla-hélice que teria sido desenhada por Leonardo da Vinci, protegido do rei François I.

Em nossa visita, ainda aproveitamos para curtir uma brocante, feirinha super charmosas e tradicional de antiguidades, que acontecia no estacionamentoNo meio dos cacarecos e relíquias, comemos um churrasquinho de linguiça francesa antes de continuar nosso bate e volta no Vale do Loire.

Segunda Parada: Chenonceau

Vale do Loire Chenonceau
Chenonceau pode parecer familiar para os fãs de Game of Thrones, uma versão fofa das Gêmeas.

Continuamos no sentido da estrada D952, passamos por Blois (essa cidade ficou para uma próxima…) e margeamos o rio Loire. Foram 30 km de uma paisagem arrasadora, com vários castelos com vista para o rio.

Chegando lá, o jardim estava bem florido e colorido e as crianças se divertiam no labirinto perto da entrada. Chenonceau é também conhecido como Palácio das 7 damas. Construído no lugar de um antigo moinho hidráulico, foi um presente do rei Henrique II para uma de suas amantes. A rainha Catarina de Medicis não gostou da ideia e, ao ficar viúva (e tornar-se regente da França), tomou posse do castelo.

Mais tarde, o palácio passa para Louise Dupin, avó da escritora George Sand, que consegue preservar a construção durante a Revolução Francesa e era amiga dos principais intelectuais da época como Voltaire, Montesquieu e Rousseau.

De quebra, Chenonceau ainda serviu de hospital durante a Primeira Guerra Mundial e depois de rota de fuga para as pessoas que fugiam da França ocupada pelos nazistas e precisavam cruzar o rio Cher, durante a Segunda Guerra.

Última parada: Castelo de Cheverny

Vale do Loire Cheverny

Pegamos a estrada mais uma vez, agora a D764, e fomos em direção ao castelo do Tintim. Cheverny serviu de inspiração para o cartunista Hergé criar o Château de Moulinsart, propriedade herdada pelo capitão Haddock.

Vale do Loire Tintim
Até que ficou parecido rs

Ao contrário dos outros castelos, Cheverny nunca foi um castelo da realeza e passou por vários donos diferentes e serve até hoje como moradia da família Hurault (chique, não?). O interior é ricamente decorado, diria quase brega (rs) e a coleção de objetos é interessante, apesar de ficar devendo um pouco no valor histórico. Destaque para os chifres fossilizados originais de uma espécie antiga de veado gigante fixado como troféu de caça na parede.

Infelizmente, não tivemos muito tempo para aproveitar o jardim, onde há um canil e um mini museu (com lojinha) do Tintim.

Terminada a aventura, ainda encaramos 2h15 de estrada na volta para Paris.

Gostaram do nosso bate-volta no Vale do Loire? Dicas e sugestões? Deixe seu comentário! E não se esqueça de conferir nosso roteiro para conhecer a região de bicicleta aqui.

À bientôt!

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